Eu que não fumo queria um cigarro, eu que não amo você, envelheci dez anos ou mais nesse ultimo mês.
“E a gente vai descobrindo jeitos de se proteger.”
“É fácil transformar amizade em amor , difícil é quando você precisa fazer o amor voltar a ser só amizade.”
“Como tu sabes que eu sou péssima de me situar em um calendário não me lembro de quando te conheci, não me lembro de como foi, se foi um “seguindo, segue de volta”, ou se foi por um tumblr em parceria, mas pouco importa, meu conhecimento ultrapassou a admiração por teus textos, chegou a ultrapassar a telinha do computador. Um dos motivos de não me lembrar do nosso início é porque faz tempo.
Mas tem coisas que nunca vou esquecer, nem querendo; por exemplo minha vida no auge de agosto de 2012, se lembra de como eu estava afundada na depressão? De tantas vezes que eu gritei pra todos no meu grito mudo que eu queria acabar comigo mesma e pronto? Fique sabendo que você foi um dos grandes motivos por eu continuar aqui, tuas palavras doces, positivas, tuas asks, você, eu ainda estou aqui por um grande lado pela tua insistência em me manter em sã consciência.
Eu me lembro do dia que tu chorou comigo, na tragédia de Santa Maria, era tarde da noite e nós duas chorando no telefone, chorando porque eu perdi amigos, perdi ídolos, perdi uma parte do meu futuro.
Eu me lembro de como tu estava triste, abatida e como medo de uma antiga paixão; e eu sempre te dizendo que tudo ia melhorar, que não precisava ter medo, tudo melhorou né? Por um tempo, não?
Eu me lembro que tu estava brigada com a tua melhor amiga, e mesmo tu não querendo que eu me metesse eu fui e me meti, e eu acho lindo vocês se marcarem no face novamente.
Eu me lembro da semana estressante há um mês atrás que eu corria atrás de um presente pra ti, algo que fizesse que tu lembra-se de mim pra sempre. E algo que te faz ter um pouquinho de mim. Acho que eu consegui, e fique sabendo, e espalhe pra todos, que tu és a minha pequena, e só vou lhe dividir quando vier alguém capaz de lhe amar como tu merece. Parece que ainda não está ai o carinha certo.
Pequena, não se afrouxe por causa de um canalha em miniatura, pois isso que ele é, um canalha, um infantil, uma criança que ainda não sabe amar, um errante de paixões, alguém que só sabe machucar, alguém que não te merece, não merece uma lagrima que seja tua.
Minha Pequena, tu sabe que eu te amo né? Não aches que minhas loucuras só chegam em curtas ligações, ou em um parentesco louco de mãe e filha no facebook. Não penses que eu brinco quando digo que só o que me falta é grana pra ir ai e te abraçar bem forte, mais forte do que eu abraço qualquer um, sabe o porquê né? Por que é uma saudade diferente, saudade de quem tu ainda não conhece fisicamente, as lagrimas serão de alegria, emoção, de finalmente poder tocar em alguém que por muito tempo se fez de pilar em mim.
Mas ainda assim, põe distancia idiota, eu queria aqui do meu lado, pra te cuidar agora, te ninar.
E tu sabes como eu vou ficar se você fizer a besteira de deletar teu tumblr né? Não pode eu não deixo, vou te azucrinar que nem tu fez comigo a um tempo atras, e eu voltei, e como eu disse, voltei por uma pessoa, não sou mal agradecida aos outros, mas eu voltei por tua causa. E eu me sinto melhor aqui, e não quero que tu se arrependas, não quero não. Sei que isso aqui é um pedacinho de você, um pedacinho essencial, então não deixa ninguém te fazer sofrer ao ponto de fazer uma besteira assim ou maior.
Há que diga que seja besteira essa coisa de amizade virtual, mas não é, tu sabe que minha melhor amiga daqui morre de ciúmes de ti, e eu morro de ciúmes da tua melhor amiga dai. Quando tu falas que não tem amigos, que todos se distanciaram esquece, pensa que tu é melhor, e que vais conquistar outros, que te mereçam. Tu me conquistou com esse teu jeitinho meigo, essas palavras mesmo tristes que me fazem ser forte, forte por você.
Só sei que o meu amor por você é grande que uma barbaridade e que nunca, jamais, em hipótese alguma terá fim.”
“Acredito que não há ninguém que consiga falar de modo sincero que não julga. Julgamos todos os dias, como se fôssemos melhor do que o Ciclano que não possui muito dinheiro para comprar aquela roupa tão desejada, o Fulano que sofre de preconceito por sua sexualidade, religião ou raça, ou o Beltrano que vive chorando por motivos “mesquinhos”. Mas na verdade ninguém conhece a vida do outro tão bem como o próprio, não sabemos da tristeza que Ciclano sofre em ver que o outro está com quase tudo que ele deseja. Não sabemos da raiva, solidão e tristeza mesclados em um único sentimento que o Fulano sofre ao perceber que os outros se encaixam com tamanha facilidade na sociedade em que não há mais espaço porque todas as vagas foram preenchidas com as pessoas de mente limitada e coração apertado. Também não conhecemos o Beltrano que mesmo vivendo chorando pelos cantos digo, com a absoluta certeza, de que é mais forte do que a maioria de nós. Não sabemos do motivo para infelicidade da vida do outro, só vemos o que está na frente de nossos olhos. Vivemos julgando um livro pela capa, mesmo sabendo que seu conteúdo é o que de fato realmente interessa. Julgamos na maioria das vezes de forma impulsiva, sempre temos uma primeira impressão, só que não devemos nos importar com isso, devemos nos acostumar com as diferenças, amar ao próximo. Deixar de sermos tão rigorosos e começar a refletir á respeito de nossos próprios atos.”
“Estou perdida nesta desilusão que criei ao redor de mim mesma, de nós. ando me magoado demais com tudo isso, cai no choro tantas vezes, tudo isso por sua causa. por tanto tempo você se tornara minha vida, meu anjo, meu tudo, hoje vejo que nada valera realmente a pena, pois você não me queria, não para amar, mas sim para usufruir e magoar, apenas… Mas sou fraca, apesar de tanto mal, ainda sou capaz de amar-te da forma mais sincera que pode existir. Descobri da pior maneira possível que o meu “combustível” é você, e que é de você que eu preciso. Bem que eu já quis, acredite, eu já tentei procurar um outro alguém, alguém que me sacie e que me ame de uma forma que você nunca foi capaz de amar. Não encontrei. O que você fez comigo? Odeio essa ideia de ser tão vulnerável, tão frágil a você. Que coração dependente, que mania essa minha de me apegar a aquilo que nunca foi ou será meu de verdade. Sabe, as vezes eu acho que eu mereço sofrer mesmo, só assim, talvez, o desprezo colhido se torne uma semente a plantar. Preciso aprender que tudo na vida cansa, até os prazeres cansam, até te amar cansa. Tenho que enxergar que eu só fui uma página para você, uma página que você arrancara e jogara fora. Foi tudo ilusão, não passou de uma brincadeira em que só um dos membros saiu ferido, eu. Preciso superar. Não, na verdade eu necessito superar. Tenho que te tirar dos meus sonhos, dos meus pensamentos, das minhas fotos, da minha agenda telefônica do celular… da minha vida. Chega. Acho que vou desistir disso tudo. Ou melhor, eu preciso desistir. Definitivamente eu não suporto mais ver a tua imagem na minha cabeça, não suporto mais ir nos lugares e como um filme ver nos dois com olhares aparentemente apaixonados. Eu não suporto mais noites de insonia, pensando em como seria de você estivesse do meu lado, se a nossa historia não tivesse acabado. Eu tenho raiva de você e principalmente de mim por ainda te ter nos meus pensamentos, por ainda te fazer presente na minha vida até mesmo sem realmente estar. A única coisa que preciso é te esquecer, te tirar do meu coração assim como você fez comigo. Mas essa hipótese ao momento parece impossível. Por onde quer que eu olhe é seu sorriso que encontro, seu jeito é parecido com todos os outros, seu cheiro me atrai, me domina e me faz te querer mais e mais. E o que fazer se isso não vale de nada? Que o meu querer não é válido para a situação em que me encontro? O que fazer pra te tirar de mim? De meu pensamento, de meus sonhos e da minha vida? Como faço pra viver sem você do lado? Já me acostumei com tua presença, e porque não com tua ausência? Teu único mal não foram as palavras vazias e nem a inesperada partida. Mas ter me feito te querer, sem me ensinar a te esquecer.”
“Sempre fui totalmente errada. Nunca tive vocação para ser uma santa. Sempre fui ao contrário do que todos queriam que eu fosse. Muitas coisas fazia por pirraça só pra irritar. Irônica ao extremo e totalmente teimosa. Em mim sempre habitou o desejo pelo perigo e pelo proibido, as vezes eu até tinha medo de coisas bobas, mas enfrentava coisas que os outros achavam perigoso. Nunca tive medo de arrependimentos, sempre fiz as coisa sem pensar. Já cometi inúmeras loucuras e não arrependo de nenhuma delas. Comecei a beber cedo, comecei a entrar no mundo do erro muito cedo. Tive escolhas erradas que me levaram a caminhos nunca imaginados na minha vida. Sempre fui atraída por canalhas, parece até que tenho um imã que me puxa pra eles. Sempre amei e nunca fui correspondida. Meus relacionamentos sempre foram um completo desastre. Eclética, sem estilo próprio, apenas gosto de usar e ouvir aquilo que me faz bem. Oscilei durante os meus 18 outonos entre estilos musicais diferentes, pensamentos diferentes, modos de viver diferentes. Sempre odiei o rosa, preferia o azul, o vermelho, o preto. Nunca fui igual a outras meninas, nunca fui a mais bela ou a mais popular. Consegui meu espaço e meus amigos sendo eu mesma, nunca gostei de seguir padrões de sociedade. Sempre tive uma certa raiva de patricinhas e daquelas meninas que se acham demais.Muitas vezes acabei fazendo algumas coisas por influências, assumo mesmo, mas hoje não deixo mais ninguém interferir no que eu quero fazer. Gosto de conjugar meus verbos de acordo com o meu tempo. Tenho um pouco de apego ao passado, não ligo tanto para o futuro, mas aproveito ao máximo o presente. Tenho memórias que tenho orgulho de lembrar, memórias que me fazem rir e pensar como fui louca em agir de certo modo. Já bebi até cair e vomitar, já cheguei bêbada em casa, já matei aula mais de uma semana para ir para um bar, já menti bastante para os homens, já beijei três caras numa noite, já fui a festa e voltei de só manhã, já trai o namorado, já me cortei, já pensei em suicídio,já transei sem camisinha, já fui pra um bar escondida. E apesar de tudo não me arrependo de nada, poderia ter feito algo diferente, mas não fiz, e não posso apagar o que passou. Gosto de parar e pensar que a minha vida já passou por caos que pensava nunca resolver, mas sempre dei a volta por cima. Já fui boba, enganada e magoada, tive meu coração pisoteado por quem eu menos esperava, mas hoje aprendi com as lições da vida. Tenho tantas histórias pra contar que as vezes me perco lembrando de todas. E apesar dos apesares cá estou eu, viva e cheia de vontade de continuar a viver.”
—
“Pedaços de mim, pedaços dos meus erros. Um pedaço da minha história”. Andreza Oliveira - Escrit0radebar (via escrit0radebar)